quinta-feira, 26 de março de 2009

Novas Chances, Novas Oportunidades

E se você pudesse voltar cinco anos da sua vida, você o faria? Provavelmente você diria SIM. Você diria que ia fazer certas coisas de maneira completamente diferente. Faria CERTO. Mas sabe por que você faria certo? Porque você aprendeu dessa mesma coisa que você fez ERRADO.


É disso que vamos falar hoje, sobre não precisar voltar anos no passado pra acertar as coisas, que as novas oportunidades estão ao seu alcance. Bem... nem todas as coisas estão, não é mesmo? Mas a gente pode acertar a maioria.


Ontem eu descobri, a partir do que o Geraldo tinha comentado, que todo o comportamento dele para com a minha pessoa havia sido “previamente planejado”. Não em um sentido ruim, mas como uma barreira, pelo que eu entendi. Só que existe um problema quando duas pessoas estão com suas defesas armadas — eu e ele —, pois as duas defesas colidem: um não chega a entender o outro.


Ele me disse, numa conversa ontem — depois que postei — que eu mostrava não me importar com as pessoas, então ele, como não conseguia se afastar, preferiu fazer com que eu não gostasse dele. Para não se envolver demais eu acho. Eu entendo isso. Eu realmente não me importo muito com um certo número (bem grande) de pessoas e eu exibo isso. Mas ninguém nunca parou pra perguntar o motivo disso, não é? Querem saber? Em primeira mão, em uma rede pública de comunicação, eu vou desabafar:


“Depois de ter perdido a Jussara, eu achei que nunca mais acharia uma amizade perfeita. Chorei por meses, e não me recuperei de um dia para o outro, como eu tinha dito. Me perguntava onde eu tinha errado e o motivo de ela ter feito isso comigo, seu melhor amigo. Tudo bem que eu não era o melhor amigo perfeito, mas era o MELHOR AMIGO, acima de tudo.


"Depois que me recuperei, assumi que, dali em diante, eu teria que vestir um Enrique mais frio, malvadão com cara de mechupa e que não se importava com ninguém além das pessoas que amava.”


Essas pessoas EXISTEM sim! E se elas acreditam ou não, problema delas. Eu só fico com medo de que eu me abra novamente, mostre-me por completo e depois essa pessoa use algumas coisas que eu disse CONTRA mim, como a Jussara fez. Ao invés de brigar, eu preferi ficar na minha, porque eu não queria foder mais com o restinho de respeito que eu tinha por ela no meu coração.


Hoje eu tenho medo. Tenho medo de ficar trancado em mim pra sempre. É assim que eu to. Eu vesti essa roupa e eu não consigo mais tirá-la. Eu estou sempre com a espada na mão direita, uma pistola automática na esquerda e duas metralhadoras penduradas na cintura (traficante mode on). Estou sempre em alerta, duvidando MUITO do que as pessoas dizem, sempre com os pés atrás... sempre com medo.


Mas depois, quando a gente desperta um pouco mais para o que é a vida, cheia de altos e baixos, a gente vê que as pessoas estão dispostas a um recomeço. Enxergam que você aprendeu daquele seu erro MONSTRO e que está disposto a começar de novo. Está disposto a tentar não cometer aquele mesmo erro. E você pode.


Antes de jogar pedras em alguém, lembre-se que TODOS ERRAM. Antes de receber uma pedrada sem reagir, lembre-se AQUELE CARA NÃO É MELHOR DO QUE EU, POIS ELE TAMBÉM ERRA! Ou seja, somos todos iguais nos erros — e nas diferenças, é claro. Como lidaremos com isso é que muda todo o contexto. Podemos ser agressivos e correr o risco de perder preciosas chances de recomeço ou podemos ser amáveis — ou, pelo menos, pacientes — e deixar com que tudo corra antes de ter que levantar uma mão para bater. Podemos tentar resolver isso na boa.


É por isso que eu gosto do meu blog. Eu exprimo minha opinião e, se alguém discorda, exprime a sua opinião de volta. Sem discussões longas e idiotas, fugindo do tema real. Vamos direto ao ponto e depois, quando nos encontramos, deixamos pra discutir o tema:


“COMO VAMOS CONSERTAR ISSO TUDO?”


beijos, abraços & flashes!

Enrique Coimbra

3 comentários:

Adriana Coelho disse...

sinceramente? Esse foi seu post mais sincero. Talvez o melhor dos que eu tenha lido. :)

Adriana Coelho disse...

é bom ver um Enrique otimista.

Tay Liitke disse...


Rique te conheço a muito pouco tempo e quem sou eu para dar concelho à alguém erro mais do que tudo, entretanto, nem todas as pessoas são iguais, algumas as vezes não sabem o que estão fazendo, outras fazem de maldade, e umas se achegam para ajudar, mais de certa forma nos sempre as afastamos...
comece a enxergar de outra forma e veja quem realmente te faz mal e quem quer te fazer sorrir...

como vc diz...
Beijos,abraços e Flashes!
Tay Liitke.