Essa postagem é dedicada para todos aqueles que são envergonhados, solitários-procurando-amigos-pegações, incapazes, otakus nerds, gordos-com-baixa-auto-estima e pessoas que realmente possuem baixa auto-estima. Preparados? Espero que sim, porque se seguirem minhas dicas, serão os mais requisitados, populares e, com sorte, os maiores chapados da face do planeta Terra. Ah, e o pior que pode acontecer é você acordar em um iate na Baía de Guanabara sem seu cabaço, com uma garrafa de champagne enfiada no cu e grávida (para mulheres)/ com AIDS (para os viados).
A maior dificuldade para esses perdedores é não saber como começar um papo. Na simulação a seguir, explico como usar artifícios corretos para iniciar uma conversa com um estranho (a). CUIDADO! Siga exatamente o que eu escrevo, ok? Não me responsabilizo por brigas de rua, espancamento nazista ou estupros sem hora marcada.
No Ônibus
Nazaré (nome fictício) entrou no ônibus e se sentou na poltrona da janela. A vaga ao seu lado era a última do ônibus lotado de peões de obra, viciados em haxixe e prostitutas de baixo calão. Minutos depois, após aguentar risadas infelizes de chapados e reclamações de peões sobre como o motorista é lento, um cara totalmente bonito se senta ao seu lado depois de embarcar (?) no ônibus (ou seria no navio negreiro? — não foi uma piada racista e sim uma analogia com a forma com que os escravos eram transportados, o que não é muito diferente de hoje, no transporte público)
Quando a colônia Carolina Herrera for Men encheu seus pulmões, alguma coisa aconteceu com Nazaré: seus pêlos se eriçaram e alguma coisa molhada escorreu por sua calcinha. Ela não estava no ciclo menstrual, então não foi sangue. Mas isso não vem ao caso, caros leitores. Vamos ao que se deve fazer (aprenda com a Naza):
1) Pegue moedas da carteira sem deixar que alguém do ônibus olhe (assalto é perigoso com pessoal de baixa renda). Finja que está contando moedinhas (mas não use o dedo indicador porque é coisa de pobre). Quando perceber que ele não estiver olhando, deixa-a cair no colo dele:
— Perdão!
— É sua?
— Sim... — ele entrega a moeda para ela — Muito obrigada.
Ele sorri e volta a fitar o vazio. Nunca deixe o assunto morrer! JAMAIS!
— Qual é o seu nome? — ele a lança um duvidoso olhar de desconfiança (quanta repetição). Para parecer desinteressada, ela diz: — Não é por nada, é porque eu juro que já te vi em algum lugar. Não foi em um filme erótico, foi?
— Perdão? — ele ergue uma sobrancelha.
— Sabe, aquela cena em que a mulher faz um “V” com as pernas de saracura e o cara fica fazendo movimentos de surfista, saca? Tipo, ele passa “parafina” nela como se ela fosse uma “prancha”.
O homem a olha esquisito, mas ela entende que o olhar esquisito é um “gostei de você, vamos fazer essa cena no meu quarto... bem, meu quarto não, porque eu divido com a minha mãe, irmã e sobrinha, mas como meu cunhado tá preso, elas foram passar um tempo com ele na cadeia. Amo minha família, ok?”.
— Desculpe-me, mas eu acho que você está me confundindo...
— Não precisa se envergonhar, garotão! — ela exclamou rindo — Eu sei como é a necessidade de ter que fazer esses tipos de filme. Quando eu tinha catorze anos eu resolvi fazer um filme desses pra comprar heroína... sei como são nossos pequeninos vícios. — Ela volta a rir escandalosamente.
O homem, muito discreto, se levanta e prefere ficar de pé no ônibus já lotado, ao lado de homens fedidos e sujos de poeira. Nazaré entende o afastamento como “tô me afastando pra você não ver meu tesão.” Ela grita:
— MEU NOME É NAZARÉ! QUANDO NOS VEREMOS DE NOVO?
Um forte estalido metálico ecoou no ônibus. Nazaré nunca teve a resposta, pois um viciado em haxixe a confundiu com uma batata-Tarso (aquele da novela) falante e atirou na cabeça dela com uma escopeta dobrável enquanto ria esfumaçado. He he.
Viram? Ela morreu, ok, mas viveu um bom momento de socialização. Faça como Nazaré: SEJA GATAFATAL. Numa outra oportunidade colocarei a segunda lição, agora para os homens. O que acham? MUUUUAAAAHAHAHAHAHAHA
beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra (que não tem mais o que postar e fica escrevendo essas babaquices imbecilóides. Na verdade, eu estou exausto mentalmente, mas não quero abandonar o meu querido diário super útil, que é o meu blog! WTF)


