Lado B - Primeira Temporada (Download Gratuito)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

MACACOS!


A simpatia não existe mais. Tá ela existe, mas posso fazer meu drama? Assim, eu já não posto há 4 dias, ou seja, parece que estou largando o blog, mas nem é. Isso não interessa, deixa pra depois. Hoje quero falar de como as pessoas estão agindo como macacos. Não estou falando de poluição ou coisas “defendo-a-natureza-sou-vegetariano-como-alho” e sim da própria INTERNET!

No meio jovem, vejo muito mais isso. São adolescentes em comunidades do Orkut, Twitter e “caradecubook” querendo APARECER! É. São adolescentes guiados pela solidão e pela falta de carinho de amigos e parentes, que buscam em frases feitas, grupos de chat e comunidades de cantoras POP uma chance para HUMILHAR e APARECER. Querem o brilho e os olhos dos outros para seus pequenos showzinhos infantis, em discussões e “tudo-para-ser-o-primeiro”. São aqueles que seguiriam minhas dicas de COMO SER O NUMERO UM para alcançaram a alta sociedade da internet.



“Mas, peraí, desde que eu saiba a internet não possui alta sociedade.” Você me diz. Caro leitor, você deve estar por fora. Na verdade, o que existe, é um grupo de macacos de circo ACHANDO que estão no topo da cadeia alimentar virtual. E, o pior, é que existem BUNDÕES que os seguem. Falo isso porque já fui um “sou-total-no-virtual” e sei como é ser um buraco de cu (ass hole AHUAHAUHAUHA euri).
 



Dei um basta! Chega de comunidades imbecis, chega de estar PERTO dessas aberrações da natureza infernal. Eu quero gente que saiba se divertir sem pisar em outros em público (porque falar mal todo mundo fala – y’) e que saibam que amigos são aquelas pessoas que nos aceitam como somos, e não que nos seguem como carneirinhos aidéticos.


BASTA! MERDA!


beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra (que agradece por não possuir carneirinhos, como antigamente –y’)


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CALABOCA! ME DEIXA!


Quase todo mundo adora tecnologia (se não gosta, é porque você deve ser um daqueles caras broxas que se amarram em ouvir Bossa Nova, se lembrando de como eram bons os tempos que você NÃO viveu, há milênios atrás). Gostamos ainda mais da tecnologia que inova sempre a nossa maneira de escutar/fazer/divulgar músicas. Sabemos disso porque nós temos nossos próprios players-que-fazem-mais-do-que-tocar-musica-como-fazer-omelete-de-gambá, com nossos próprios fones de ouvido (earphones, pra quem não sabe rs).
 

Isso é muito legal, palmas para a humanidade. Só que a gente tem uma mania muito chata de abusar do que temos. Nunca conseguimos comer apenas UMA colher (BEM CHEIA q) de sorvete. Sempre comemos a porra do pote inteiro — e morremos de culpa depois. Nunca conseguimos ficar com uma pessoa só na balada. Sempre queremos comer a balada inteira (AHUAHAUH EURID+). E, com a música, não é diferente.

 Eu, por exemplo, sou o cara mais FALSO do mundo quando estou conectado com a minha música. Eu não vejo ninguém e, quando vejo, finjo que nem vi. Passo mais rápido que uma bala, com uma cara de drogado, mexendo a boca, fingindo que estou cantando e que estou focado na música. Isso se chama UNIVERSO PARTICULAR. É como um modo de ligar a personalidade altista com um clique no play. É um modo efetivo de fazer com que retardados não falem contigo. Eles ficam intimidados, com medo de darem aquele OOOI e receberem um _____________.
 

Isso é bom? Depende do dia, depende do lugar, depende de quem você acaba afastando. Se você reclama da solidão e só vai ao shopping com o cacete no ouvido (eu estou falando do fone RS), como você pretende fazer com que aquela pessoa gata venha até você? Bem, você com toda certeza não é sensual o bastante pra romper essa barreira (a não ser que seja a Mischa Barton. Será que ela lê o meu blog? *-* BEIJÃOTEQUERO), então não espere milagres, Pedro.


 

Tudo bem, sei que a música e a internação em seu Universo Particular é como um refúgio, mas não vale mais do que estar aberto (QQQQ) para que as pessoas penetrem na sua vida. Ah, e se alguém se atrever a acabar com o seu Universo (como o velhote do post “É Machão? Vem Pra Mão”), mande logo uma: CALA A BOCA! ME DEIXA, ANIMAL BROXA COMEPAU COM MINGAU!


Se isso não funcionar, adote uma criança africana, afinal banana não tem caroço!

AHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUHAUH –adorosersemnexo


beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Como Se Tornar o Número Um!

Incrível. É só aparecer alguém dizendo que vai aparecer na TV que todo mundo começa a babar o ovo. Se fosse comigo (?), é claro que eu iria gostar da felicidade de meus amigos, mas não ia achar nem um pouco legal a babação de ovo e o tratamento diferenciado. Bem, para quem quer se tornar o NÚMERO UM, isso é totalmente aceitável. Ter seu clube vou-lamber-seu-cu-e-Jesus-não-é-o-senhor é a parte mais fundamental da famosa FAMA! Famosa fama... puta que merda, olha a coesão...


Esqueça seus parentes baixa-renda. Esqueça seu cachorro sarnento. Esqueça seus amigos pé-na-laje. Esqueça a pobreza e o espírito de porco. Vomite tudo que comer, se for mulher. Se for homem, transe, se masturbe e malhe 23 horas por dia. É assim que se ganha a primeira parte do quero-ser-gato-hoje. Ah, e entrar pro Big Brother ajuda, ok?


Venda-se por roupas caras e festas da alta sociedade. Nunca diga apenas seu primeiro nome em uma apresentação. Use famosas falsificações de famosas grifes internacionais e interaja com mais de mil contatos pelo Orkut. Tenha um Twitter lotado de seguidores que NEM SABEM que estão seguindo você e só o fizeram porque viram que você os estava seguindo também. Ah, e pra parecer mais POP, siga poucas pessoas. É uma linda imagem você estar seguindo 3 pessoas e sendo seguido por 10000, fikpik.

Ouça músicas “bate-cabelo” (ou seja, música de viado, sapatão, patricinha, hermafrodita, e cleptomaníaco) e diga que sempre freqüenta boates gays, porque isso faz com que o público gay te venere como um deus. Ah, e seja LOIRO. Nem precisa ser White, mas seja loiro, ok? Use Vagisil para xerecas ressecadas e KY para pintos mal lubrificados. E não se esqueça das camisinhas de torta de morango, pra estar sempre cheiroso na hora que for jogar “sinuca”.

Assuma um visual revoltado, com um Black Power, dreds (assim que escreve?), franjas hipermegasuper lisas ou mechas rosas no meio de todo aquele loiro quase branco. Não se esqueça dos óculos DE SOL nas baladas. Mas cuidado para não te confundirem com o Jatobá. Ah, e pra ter mais charme, carregue cachorrinhos na sua bolsa ou uma criança africana na mala de viagem. É MUITO FASHION!


E não se esqueça: SAIA SEM CUECA/CALCINHA, beba como um gambá e negue todas as acusações de heterossexualidade. É assim que o mundo gira ;)



beijos, abraços & flashes!

Enrique Coimbra

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Hi, Pocrisia!

Essa postagem não vai agradar, mas eu não estou aqui pra isso. Discutindo com uma amiga (Anny Maverick), percebi o quanto as pessoas não conseguem olhar para si mesmas antes de apontar. Eu admiro a Anny porque ela é o tipo de pessoa que fala o que pensa. O que eu não gosto nela, é o fato de falar as coisas pras pessoas sem pensar em consequências, usando como desculpa o “essa sou eu, sou sincera”. Ok, então eu também sou, vamos ver como isso fica.


Todos sabem a raiva que eu tenho dos evangélicos, não é? É. Não é pelo fato de eles adorarem UM deus, mas sim pelo fato de falarem mal de todo mundo e, no final das contas, roubarem as pessoas e camuflarem personalidades CORROMPIDAS e VADIAS. Macumbeiros são do diabo. Vermelho é do diabo. Balada é do diabo. Enrique é do diabo. Tudo que não se encaixa em seus padrões é taxado como encapetado ou endiabrado. A hipocrisia a gente vê quando percebe que 98% dessa gente medíocre chega a fazer coisas piores.


Vemos funkeiros evangélicos se esfregando nos BAILES. Vemos a inveja, a ira e o ódio gerado por todas as diferentes culturas que enchem o Brasil e o Mundo. Vemos evangélicos pecarem bastante, dizendo que “deus” é 100%-sou-legal-ouço-axé e que sabe que humanos pecam. E que serão todos perdoados. Mas não vejo UM deles ajudando uma instituição carente. Não vejo UM deles alimentando um animal de rua. Eu não vejo UM deles levando em conta o verdadeiro significado do amor universal.


Eu não sou santo (e que graça teria ser?!), mas eu sei que, no sentido de seguir dogmas, eu sou melhor, porque eu não me engano achando que finjo. Ou eu sigo ou eu não sigo! Sou ateu, ok. De vez em quando pago de brusho-vol-timfeitisá mas eu não possuo religiões, pois eu sei que eu não seguiria suas LEIS. Eu tenho integridade suficiente pra criticar apenas aqueles defeitos que eu sei que não tenho, que já superei. Jamais apontaria um gordo sabendo que eu sou um balão-que-não-voa-mas-atola.


Por que não encarar a si próprio? Dói? Vamos parar de falar das pessoas e vamos nos focar em melhorar a nós mesmos, pra evitar essas contradições imbecis, ok? Eu estou cansado de ter que carregar culpa, tentando me convencer de calar a boca, quando todos sabem que a gente TEM QUE FALAR. Isso quando PODEMOS.



No dicionário:


Ejacular: emitir sêmen ou... ixi, errei de palavra! Peraí...


Agora sim!


Hipocrisia: afetação de virtude ou sentimento que não tem. Fingimento, falsidade.

Cuidado com isso! Muito mesmo.



beijos, abraços & flashes!

Enrique Coimbra

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

“É Machão? Vem Pra Mão!”

Infelizmente, caro leitor, o mundo é machista. UUUUH, que novidade, gênio. Eu acho essa coisa toda de homem = fodão e mulher = objeto de sexo e empregada uma coisa tão last summer. Gente, o que mais me choca é que, nas favelas e nos bairros mais pobres e sem cultura, esse machismo é hereditário. Sabe, tudo que é ruim está no sangue, perceberam?


Hoje, ao me posicionar no ponto de ônibus para ir pro colégio, um senhor (negro, magrinho, baixinho, quase sem dentes por causa do fumo e um HORRÍVEL boné antigo) puxou papo. Eu estava com meus fones de ouvido, como de costume, e o escutei falar comigo. Como sou um bom ator, decidi fingir que NEEEEM estava escutando, mas vocês acreditam que ele me cutucou? Beleza, tirei os fones, coloquei na cara o melhor sorriso primavera/verão e cumprimentei:


— Olá, tudo bem? Me desculpe... eu estava com os fones.


— O ônibus passa agora? —ele perguntou tentando esconder a falta de dentes com os lábios, que já estavam sumindo da parte externa da boca.


— Sim. Estou esperando.


Nesse momento, passou um ônibus escolar e, no volante, uma laaaarga mulher conduzia.


— Onde já se viu?! — comentou o velhote, estarrecido. — Uma mulher no volante! Gorda daquele jeito! Mulher no volante!!! Cadê o fogão? Será que ela não tem filho? Ah, deve ser “sapatona”.


Tentando ignorar o fato, continuei sorrindo e soltei um lindo e frio “É”. Ele não entendeu o recado e continuou falando, para a minha tortura. A minha sorte foi que o ônibus passou minutos depois. Ele sentou na janela e, achando que eu ia sentar ao seu lado, falou alguma coisa pra mim. Ignorei TOTAL, coloquei os fones em meus ouvidos e caminhei/desfileiq para um dos últimos bancos, ao lado de uma loira gata.


Até os velhinhos, que deveriam respeitar as pessoas, estão assim, corrompidos... Galera, nós somos o futuro desse mundo, então vamos abrir nossas mentes e corações e passar a respeitar o gênero sexual e a sexualidade de cada um, ok? Vamos ser mais liberais! Chega de conservadorismo e preconceito! — enquanto fala isso, Enrique coloca uma gravatinha colorida de apoio aos homossexuais.

Ok, isso é Obama demais! AHUAHAUHAUHAUHAUHA



beijos, abraços & flashes!

Enrique Coimbra

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

AMANHÃ IREI MORRER!

Estamos na quinta feira e você já está preocupado com o que irá acontecer na quarta que vem? Eu sou assim, galera. Vivo sofrendo por coisas que ainda nem chegaram e acabo por não aproveitar muito bem os meus momentos “agora”. Até como um post de ajuda para mim mesmo, vou dar umas dicas para a gente não ficar com essa síndrome louca que nos faz querer arrancar os cabelos antes mesmo da merda acontecer.


Pra começo de conversa, acho que o ser humano é o único animal que despreza as coisas pequenas que acontecem no dia a dia. A gente mal percebe que acordou porque já acorda reclamando (eu vivo falando mal do colégio de manhã, querendo morrer ao ir praquele inferno). Ao invés disso, porque a gente não percebe que, simplesmente, acordou? Cara, você pode se mover, mexer sua bunda, beijar na boca, rir com seus amigos e tals! Pra que ficar citando sempre o que há de ruim?


Eu sei! É outro costume do mundo: repetir várias vezes as coisas ruins que acontecem. Exemplo? Quando o caminhão passa e joga água de rua em você. Ao invés de contar isso UMA vez, você repete e repete, como uma máquina pessimista. Você xinga o verme que fez isso e manda tantos dedos pra ele que sobraria milhares para o Lula. Agora, pense comigo, poderia ser você embaixo do caminhão. Mas não foi.


Esse vício em lembrar das coisas ruins afetam o seu sofrimento por antecipação, cara. Então vamos parar de ficar sofrendo por coisas que ainda nem chegaram e vamos esperá-las chegar. Talvez, quando cheguem, você perceba que nem era algo tão ruim. Talvez seja pior ou melhor. Mas, até que chegue, aproveite o que você tem agora. Dê-se uma folga. Relaxe, goze e deixe as roupas de lado.


beijos, abraços & flashes!

Enrique Coimbra (que coisa Nova Era que eu escrevi hoje meldels)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Vendendo a Alma

Pactos demoníacos? Que nada. Eu estou falando de vida profissional mesmo e isso não afasta nem um pouco a visão do Inferno, pra muita gente. Essa postagem vai tratar do fato de termos que passar uma imagem do que podemos - ou não - sermos.


Esses dias (semana passada q), antes de iniciar o ensaio do Espantalho Que Queria Ser Menino, um dos atores que trabalha comigo comentou: "aquela foto do dedo é sua?" Eu respondi que era, vocês lembram dela, até apostei no blog uma vez. Ele me disse que aquilo passava uma imagem ruim de mim e tals. A intenção era justamente essa, afastar as pessoas indesejáveis. Até aí, tudo bem.

No entanto, ele começou a falar de como aquela foto poderia prejudicar minhas chances de emprego em agências e tals. Eu respondi: "orkut é minha página pessoa, não quero procurar emprego com ela." E é isso mesmo. Eu não quero usar o orkut, que é onde eu tenho um pouco de diversão, para buscas sem fim atrás de agências e tals.

De qualquer maneira, aceitei o que ele disse. Eu o acho com a razão. Mas isso me gerou uma questão maldita: vale a pena se vender para conseguir o que quer?

Posso dizer que, na profissão que escolhi, SIM, vale. No começo é assim mesmo, mas quando eu estiver com a minha carreira solidificada, voltarei a colocar dedos enormes nas fotos. Ao invés de espantar, será para criticar pessoas imbecis, como esses animais que temos sentados no governo. Será para mandar pro cacete esses assassinos e estupradores. Será o meu grito de ira e meu pedido de justiça.


Desculpem por essa postagem mais séria, mas eu quero que você pense. Vale a pena deixar de ser pra SER?


beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

18-1

Dezessete anos! Sim, esse é o dia! Onze de setembro de 2009! Isso nem é uma postagem decente, mas fala sobre aniversários de uma maneira geral.

Eu, particularmente, me sinto triste nessa época. Um ano se passou e tão pouco se desenvolveu. EU mudei, as pessoas mudaram, coisas melhoraram, pessoas pioraram... E, para variar, briguei com a minha mãe ontem, enquanto a gente estava escolhendo o plano da internet (QQQ).

Presentes? Bem, a Adriana Coelho me deu o melhor presente até agora:


Esse símbolo comprova que o presente não precisa ser material para surtir efeito no presenteado. Minha mãe acredita que material é o tipo de presente que eu mais gosto, mas o que eu mais desejo dela é a atenção. Atenção nas conversas e discussões e MENOS acusações.

Só passe pra atualizar e dizer que o blog não vai ficar paradinho assim por muito tempo, porque agora que eu estou mais livre e com internet em casa novamente, vou postar toda semana, umas 3 vezes.

Fiquem ligados!


beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra (parabéns pra mim!)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Amor Mais Sincero

Lembram o que eu falei sobre o tempo estar mais rápido do que de costume? Hoje, dia 7 de setembro, decidi escrever esta postagem após constatar que se completa, nesse exato momento, um ano desde que o meu irmão Bob morreu. Bob, para quem não se lembra, era/é o meu irmão cachorro. Eu o tinha desde os meus sete anos de idade. Ele viveu nove. Morreu dia 7 de setembro de 2009, quatro dias antes do meu aniversário de dezesseis anos e dois dias antes do aniversário de cinquenta anos de minha mãe. Hoje, completando um ano, faltam quatro dias para os meus dezessete anos e dois dias para os cinquenta e um de minha mãe. Mas eu me lembro da dor, do amor e do desespero como se fosse ontem...



Essa postagem é mais uma homenagem ao meu querido irmãozinho e será sobre ele que eu vou falar. Quero que vocês saibam o bem que este cachorro me fez. Bem que ninguém nunca conseguiu fazer, pois ele era muito mais valioso pra mim do que qualquer ser humano na Terra, excluindo meus pais. Ele recebia/recebe amor equivalente ao que eu dou aos meus pais. Como eu sempre disse, eu nunca trocaria o amor de meus cães por dinheiro algum no mundo ou uma forma mais fácil de subir na vida, porque esses cães são a minha vida. Com o Bob não era nem um pouco diferente.



Aos sete anos eu fazia xixi na cama. Eu era um garoto muito solitário, pois com o meu pai doente e minha mãe trabalhando (e sem ter amigos) eu nunca tinha com quem conversar. Um dia, para resolver o problema, minha mãe me levou ao psicólogo de crianças (como se chama isso?!) que lhe aconselhou a comprar um cachorrinho, pois o meu problema era a solidão. No dia seguinte, minha mãe trouxe aquele poodle negro e pequenininho pra casa, graças a uma amiga dela. Ele era o filhote mais magrinho da cadela, mas era o que minha mãe mais gostou. E não foi à toa.



Fomos crescendo juntos. Tantas e tantas vezes que eu o colocava para ler livros, de castigo. Tantas e tantas vezes que eu corria em volta de nossa antiga casa com ele me perseguindo, até que ele me surpreendia com sua inteligência e dava a volta ao contrário, para me pegar de frente. Tantas e tantas vezes ele me abraçou quando eu não tinha mais a quem segurar. E foi ele quem me fez parar de mijar na cama. Ele passou a dormir comigo na cama. Sua companhia era/é inestimável. NADA no mundo me faria trocar toda essa troca de amor. E aí, depois de alguns anos, encontrei uma vira-lata, que se transformou na minha cadela-malho-todo-dia Milenna.



Milenna e Bob desenvolveram um lindo amor, ou seja, cruzaram. Desse amor, nasceu a chave maior, a única herança — além das lembranças e do amor — que ele poderia me deixar: Crystal. Eu era apaixonado pela Sandy na época que ela fazia a personagem de mesmo nome, então coloquei o nome da filhotinho de Crystal. Entre todos os filhotes, todos a consideravam a mais feia. Ela não tinha um pêlo brilhante como os outros, que logo foram adotados. Ela tinha o pêlo desgrenhado e muito opaco. Mas o que ela tinha que NENHUM outro tinha eram os olhos do pai. Ela me olhava da mesma maneira que o Bob e foi por isso que eu a escolhi. Ou ela me escolheu...



De qualquer maneira, ele está morto agora. Pelo menos o seu corpo está, pois acredito em reencarnação e sei que a fase canina é a última para que a alma encarne em um corpo humano. Bob voltará. Não sei voltará para nossa família, mas ele voltará. Não importa quantos séculos passem ou quantas vidas eu viva, o meu amor por esses três será mais do que eterno. E, Bob, você será pra sempre o maior presente da minha vida. Assim como te resgatamos de ter um futuro pouco amado, você nos resgatou (eu, minha mãe, meu pai) de termos um futuro quebrado, triste e sem boas lembranças.



Você é a chave para quem eu sou hoje. É por você que eu sou quem eu sou. O meu medo é de que você nunca saiba disso...



Beijos, abraços & flashes!

Enrique Coimbra (te amo, Bob!)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Dia 03! Setembro!

Aí, ontem foi o aniversário do Geraldo Lira, o antigo ALVES. Como bons amigos, fomos comemorar no Bosque da Barra, junto de Anny Maverick (que tem um blog também, olha ali do lado esquerdo), Jôo, Rodrigo, Ricardo, Adriana (não a Coelho) e Juh!
Cara, sei que vocês NEM FAZEM IDÉIA de quem essas pessoas sejam, mas cara, foi maravilhoso! Chegamos em casa tarde depois de correr pelo parque e ficar com a cara preta. E ainda puxar papo com um garoto chamado Rodolfo que estava com um óculos e camisa perfeitos!

Essa postagem não é nada de maravilhoso, mas expressa o quanto eu me diverti ontem, com os meus AMIGOS. Pena que a Kamila faltou...

O meu aniversário tá chegando e sabem que eu ODEIO essa época. E aí, o que eu ganharei de presente? Aceito um iPhone :D

Voltarei na segunda! Bom final de semana, galere1 o/\o

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Aprenda a Beijar, Merda!

Quando aquele beijo vai rolar, com é a primeira coisa que você enfia na boca da pessoa? Se existe alguma resposta para essa pergunta, aviso logo que você, provavelmente, é uma pessoa ansiosa e, talvez, insegura. No primeiro momento do beijo, nada é enfiado em lugar nenhum (nenhum mesmo!) e sim acontece o toque dos lábios, devagar.


Hoje em dia, não sei se é pela síndrome “vamos correr porque o tempo é curto”, as pessoas deixaram de ter um beijo legal. Eu não acredito que pessoas beijam mal, mas acredito que existem pessoas que ainda não sabem como fazê-lo. Entram na boca da gente como se estivesse nos estuprando com a língua, sem se preocupar em sentir nossos lábios se acariciando ou em entender o ritmo do parceiro (a).


Eu, como sempre disse, beijo vagarosamente. Pelo menos no início. Acho muito válido porque me faz entender o tipo de pessoa que estou ficando. Não sei te explicar como isso funciona, mas funciona. Quando era mais galinha, eu beijava da mesma forma que as pessoas que hoje eu estou criticando. Eu era afobado, tarado e sexual. Hoje, aos dezesseis anos (faço 17 dia 11 de setembro –perigon), sei que meu beijo é muito chato e parado pra maioria das pessoas, mas isso é porque meu beijo possui um teor sexual beirando o mínimo do mínimo.


Sou daquele tipo que não sente a pessoa apenas com a língua e sim com a respiração, toques no rosto e com o calor que a gente emana: se muito, legal, dando certo; se pouco, chuta que é macumba. De qualquer forma, fiquei chocado com pessoas — isso inclui amigos meus — que adoram contar nos dedos com quantas pessoas ficou, que apenas se importam em mostrar. Não se importam com o vazio que isso acaba acarretando. Não se importam com o vazio que um beijo sem vontade traz.


No sábado, meu amigo pego-tudo-que-se-mexe me perguntou como ele saberia se estaria se sentindo vazio e cansado de tantas pegações. Depois de explicar que ele sentiria isso claramente, como um enorme ponto de interrogação na testa, ele comentou: “— Depois de ficar com várias pessoas, ainda me sinto da mesma maneira. Meio que sozinho.” Preciso explicar mais alguma coisa?


Assim como as pessoas usam a frase “eu te amo” como “vá se foder” ou “bom dia”, o beijo não é mais uma tentativa de se entender e deixar a solidão de lado, pra tentar alguma coisa com alguém com a qual você se permitiu conhecer. O beijo é, simplesmente, babação, troca de fungos/bactérias/vírus/materialgenético/vocêentendeuporranãofode.


Eu não faço parte disso. Eu sou diferente. Escolhi ser assim. Escolhi saber quem eu beijo e por que eu o faço. E você? O que vai ser?


beijos (na bochecha, é claro), abraços (que muitas vezes valem mais do que um beijo mal dado) & flashes (que sempre são legais)!

Enrique Coimbra