Lado B - Primeira Temporada (Download Gratuito)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pegação? QNADA! O negócio agora é PREGAÇÃO!


Tanto falam das propagandas de cigarro, que é isso e aquilo, que faz propaganda e tals, festas, bares, luxúria! Agora, com certo flyer (se é que a gente pode chamar ISTO de flyer) que eu recebi há um tempo, vamos ver QUEM realmente está querendo conquistar jovens.




Isso mesmo. Banda Misericórdia eterna vai tocar (TOCOU) e com a participação dos DJs da Cristoteca Rio. Ingressos vendidos na Paróquia Santa Teresinha. Ah, qual é! Isso é uma igreja ou a nova onda de “fazer a Hilary”? Desde que eu saiba, DISCOTECA/BALADA é o lugar CERTO pra luxúria!

As luzes não são negras à toa, o brilho não é colorido à toa e o local NÃO É ESCOLHIDO À TOA! Sabendo que estão perdendo seus jovens para bailes funk, as igrejas estão nessa de criação de festas sem álcool, letras de baixo calão ou pegação à vera. Mas quem garante que ISSO NÃO ACONTECE? Estar numa balada da igreja e ir transar depois dela é a melhor desculpa que você pode dar aos seus pais sem que eles saquem:

— Papai, mamãe, posso ir pra Cristoteca? Eu vou dançar o pancadão e louvar o nome do Senhor.

— Louvar meu nome? — perguntou o pai, enquanto assistia o comercial da Avon.


— Não (risos), o nome do Senhor Jesus, pai. Vamos louvar enquanto dançamos sem nos esfregar, sem tocar nas genitálias e sem engravidar. 

— O que você acha amor? — indagou o pai à mulher.

— Q?

— Nada. Filha, pode ir então. Mande abraços ao padre, pastor, bispo, rabino, político, ladrão, safado e pra toda a casta paroquial, ok?

— Obrigado, papai. Jesus está em mim! Está no senhor também!

— Nele mesmo? — confuso novamente.

— Não, bobinho! (risos) Agora é no senhor, papai.

— Q? — perguntou a mãe.

— Deixa pra lá. Vai filha, antes que o capeta resolva solicitar você.

A menina sai de casa usando um longo vestido azul com borboletinhas bordadas nas alças. Ao encontrar a amiga do lado de fora, caminham para o carro do outro lado de rua, que as aguarda:

— Por que está sorrindo? — pergunta a amiga.

— Papai e mamãe nem desconfiam que a gente vá transar até a xota fazer bico, beber até sair fogo do cu e tomar tanto LSD que minha menstruação vai sair verde.

— E como fez com que isso acontecesse? — dessa vez foi o motorista do carro que perguntou.

— A palavra do Senhor tem poder. — ela piscou.

— A minha palavra? — perguntou o motorista.

E ASSIM EM DIANTE!

Repararam? Acho que essa idéia distorce um pouco a igreja (que já está mais distorcida do que a galera fumada do show do Marcelo D2), mas a iniciativa até que é boa. Quando menos jovens gastando dinheiro com drogas, mais jovens gastando dinheiro com salvação. E quem não gosta de um dinheirinho no bolso?

Vou abrir uma igreja, um beijo pra quem é loiro.

beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Que o Tempo NÃO Faz?



Te faz crescer, amadurecer, aprender, te cura, te ajuda, te atrapalha... torna pessoas feias em pessoas lindas... o que o tempo NÃO faz? Eu estava caminhando por algum lugar quando me encontrei com uma menina que, nossa gente, era MUITO feia há uns três ou quatro anos atrás. O que dizem sobre as modelos que eram feias pode até ser mentira, mas depois de ver essa menina (que eu nem lembro o nome, um beijo), acredito na história de sapos que se tornam príncipes.

Estranho, mas talvez o fato de eu ter achado-a bonita não tenha sido REALMENTE da beleza dela e sim da minha nova opinião sobre beleza. Talvez. Mas o que lindos cabelos loiros não fazem, correto? AHUAHUAH Tá. Parei. Mas aí vem outro exemplo:

Quando eu tinha algo entre nove ou dez anos, eu era muito marrento e brigão. Quem olha hoje em dia, me chama apenas de manipulador, mas antes eu era APENAS porrada. Adorava cair pra mão, fazendo a barraqueira. Sabendo desse fato, saiba que eu tinha muitos inimigos, e O Dentuço era um dos componentes do trio da Paulinha que me odiavam por eu gostar da Sabrina, que por sua vez odiava a Paulinha. Entendeu?

Então, nós já brigamos com PEDRAS, tipo, eu, Sabrina e Milena jogando pedras nesse trio. Era coisa horrível mesmo. Os pais deles, uma vez, vieram saber quem tinha começado e eu, com uma boa história na ponta da língua, fiz o pai achar que havia sido O Dentuço. O histórico do demônio-abridor-de-latas não o ajudou e uma linda surra na alameda foi dada. Bem feito.

Depois de um ano inteiro de brigas, O Dentuço e seus amigos se mudaram. E depois eu. Só que, tem uns dias, eu o encontrei no ponto de ônibus, antes de voltar para casa. Eu não acho que ele me reconheceu, mas eu o reconheci. Tanto que, na hora de entrar no ônibus, ele me cedeu lugar para entrar no veículo primeiro. Eu respondi com um obrigado MUITO chocado.

Bem, depois de saber que a Paulinha se tornou uma lésbica musculosa e LOIRA, saber que O Dentuço (com dentes certos, agora) se tornou alguém gentil é inacreditável. Se bem que saber que EU me tornei alguém gentil É um fato inacreditável... mas tudo bem. Conseguiu sacar o poder que o tempo tem?

Daew reflitao q (adoro tiopês)

beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

100 em 2009


Consegui postar, em um ano, cem vezes. Muito mais do que eu já pensei em fazer em DOIS anos. No começo, o blog era melancólico e falava, absolutamente, de mim. Hoje, fala sobre mim, do que eu passo, mas de uma forma que eu possa passar pra você também, sem deixar monótono, eu penso.

Tanta gente já passou por aqui... ex pegações estressadas, tias loucas que acham que eu sou o ANTICRISTO, evangélicos, bruxos, héteros, gays, virgens, vadias, fumantes, terminais, cachorros, com vagina, sem pênis... tanta gente. De todo tipo. Conquistei UMA PORRADA de leitores fantasmas (que vivem aqui mas nunca comentam) e leitores que adoram falar pelos cotovelos. Não importando o tipo, sabem que gosto tanto de escrever por saber que há quem leia.

Isso mostra que tem alguém interessado em suas palavras, ao que você tem a dizer, mesmo que para contrariar ou pagar de intelectual, dando aquela critica cheia de frases e palavras estranhas pra preencher. Um blog é mais do que altas dicas, risadas e perturbações. É um diário, desabafo. É uma VOZ.

Meu blog nunca vai ser um daqueles de MILHOES de acessos em um dia, porque não é um blog desse tipo. Não nasceu pra gerar renda ou VENDA. Ele nasceu pra me aliviar. E assim vai ser, até o fim dos meus dias... ou quando 2012 chegar Q

Agradeço pela paciência, galere. E não leiam os posts antigos, porque minhas fotos eram PEEESSIMAS! :@

beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Não Julgues Para Que Não Tomes Um Tapa na Fuça


MEU BLOOOOG! Ai, que saudade! Nossa, tem um tempo que eu não atualizo por questões profissionais (ai, que chique Q), mas agora, por mais que eu ainda ensaie, não serão todos os dias da semana. Apenas aos domingos, segundas, quartas e sábados. E hoje eu vou falar sobre julgamentos, críticas e os perigos de criticar um adolescente de 17 anos, subestimando-o.

O que aconteceu foi o seguinte: eu estava no camarim, algumas horas antes de entrar no palco. Resolvi ouvir Monster, da Lady GaGa, no celular. Eu VIAJO com música, então eu começo a cantar sem perceber. Foi quando J. (vamos evitar expô-lo) me cutucou e pediu para que eu tirasse o fone, lançando logo em seguida:

— Já que está cantando, tira o fone e põe o celular pra tocar, pra todos ouvirem.

Animado, achei que ele RECONHECEU a música. HAHA, eu e minhas esperanças utópicas:

— Por quê? Você quer ouvir? *---*
— Na verdade, não. Ninguém quer. — ele respondeu com um jeito irônico e torto de ser. Pra quê?

— Estou te irritando? — meu humor havia mudado. Não era mais um anjo ali, era sim o Capeta, que assumia o controle do meu corpo. Eu não me surpreenderia se chifres saíssem do meu cu ou que, nas fotos, o espírito do Clodovil registrasse sua figura.

— Está irritando a todos aqui. — ele sorriu :)

Olhe, ele poderia ter dito que eu estava incomodando e que, se eu pudesse, parasse de cantar. Mas ele preferiu ser grosseiro, achando que um moleque de 17 anos qualquer não responderia, assim como a maioria das pessoas que trabalha com ele. Mas eu não sou qualquer moleque de 17 anos e não sou MAIS um que trabalha com ele. Me chamo Enrique Coimbra, e se cutucou, vai ter que comer. Com maionese.

— J., você acha que eu estou irritando a todos? Vamos então aos fatos: você irrita com a sua voz e seu jeitinho de falar, em primeiro lugar. Essa sua superioridade fantasiada de criticar e odiar ser criticado, de falar quando não é convidado... Isso sim IRRITA. Você atrapalha cenas, não decora texto —

— Eu atrapalho cenas?! — ele estava surpreso (oooh!) — Quando?!


— Quer que eu liste pra você? :)

— Ah, bem, pega essa lista e adiciona ao seu aprendizado, ainda mais por você estar começando AGORA no teatro...

— Eu tenho quatro anos.

— Eu tenho 19.

— E olha quem é mais criança... J., cresça e apareça. Quando isso acontecer, a gente conversa de novo.

Ele se levantou, incomodado:

— Vaitefudê, vaitefudê!

E se sentou depois. Eu contendo a risada. Depois, eu peguei um bolinho, cantarolando, e sai de lá, indo cantar em outra freguesia.

É isso que dá. Ele é um cara mal amado e um profissional que não ajuda o colega. Eu não o odeio ou tenho RAIVA. Eu sinto pena. Pena de um ator com 19 anos de teatro que vive uma vida miserável, com uma aparência miserável e um sorriso vazio.

Prefiro ter 4 anos de teatro e estar a alguns passos do sucesso, seja no teatro, TV, cinema ou na música. Porque quem quer e quem é bom, seja como pessoa ou artista, alcança. E, o mais legal, é que erraram o nome dele no programa da peça! MUUUUUUUUUUAHAHAHAHAHAHA!

(666666666666666666666666666666666)

beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Confiança (Desabafo)


Nós sempre estamos com expectativas, esperanças. Sempre. Quando um amigo se perde dentro de si mesmo, a gente se preocupa, tenta ajudar... espera que ela se recupere, se ache. Espera que ela veja o verdadeiro sentimento de amizade, quem realmente é seu amigo... mas nem sempre isso acontece.

Recentemente (tipo, ONTEM), eu me decepcionei totalmente com uma amiga. Mais uma. Essa minha amiga está passando por problemas internos, totalmente pessoais, mas ao invés de correr pra achar uma solução ou se apoiar em suas amizades, ela preferiu fazer merdas para justificar o momento de cu. Sabe, é aquele papo de “estou sofrendo, posso perder a linha com todo mundo.”

Quem se decepciona é porque espera alguma coisa. Eu me decepcionei porque, além de esperar sua recuperação, eu não achei que ela pudesse mentir. Eu não achei que ela pudesse TER essa intenção. Ela teve.

Sabe o problema? Ela nem mesmo sabe quem é. Comigo ela é de uma forma. Com outras pessoas, ela é de outras formas. Ela fez uma coisa muito errada, que já havia feito antes. E ainda se achou no direito de ficar puta comigo por eu decidir me afastar. Sim, eu fiz isso. Eu prefiro estar longe de mais um problema quando eu vejo que ela, ao invés de se levantar, se joga cada vez mais no chão. Pra quê? Eu fui assim. É uma desculpa, um grito de socorro pra se mostrar vítima. EU SEI. EU ERA ASSIM.

Mas, no fim, com a perda de confiança por repetir um erro imbecil, a solidão vai ser a cura. Os gritos não mais serão ouvidos, o apoio não mais será encontrado... o buraco dentro da alma não poderá ser fechado. E por mais que um dia voltemos a dialogar, a amizade não mais estará presente. Porque as pessoas, quando MUDAM quem são radicalmente ou se tornam totalmente neutras, acabam fazendo com que sua própria imagem engane.

E eu não tenho mais paciência pra cuidar de alguém que não quer receber cuidados. Meus pêsames.

beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eu também te amo, apenas FECHE a boca


Aparência. Beleza. Charme. Carisma. Poder. É o que a gente determina que alguém super cats tem, não é mesmo? A gente olha aquele projeto de modelo de passarela e logo pensa em todas as melhores características de conquista que se pode imaginar. Poderes fora do normal de atração sexual e visual que te fazem querer e desejar TANTO um beijo que você chega a passar de alguns limites (como pegar antes, no lugar[o] da[o] melhor amigo[a]). É, isso é verdade.

Então, você faz de tudo pra chegar ao seu alvo: faz amarração, convoca exu (que eu descobri que é SEM acento), fuma maconha na festa de oito anos do seu sobrinho para parecer selvagem e rebelde, escuta AC/DC, raspa a vagina/cu/penis e toma um banho. E quando estão juntos e todo um clima é montado, chega a hora do beijo. O melhor beijo de todos. Quando as bocas se aproximam e seu alvo diz:

 - Mas que glúteos gostosos.

É aí que está, Maria. O cheiro de cigarro, misturado com odor de carne crua de açougue, mais um resquício da feijoada do dia anterior e mais uns dois dias com péssima (ou nenhuma) escovação dentária te acerta em cheio, atravessando seu nariz inteiro, fazendo seus olhos lacrimejarem e seu coração quase PARAR. Seu estômago revira, você não quer mais respirar. Por impulso você quer empurrar seu alvo-boca-de-peido para longe antes de vomitar. Isso não estraga TODO um momento?


Pois é, isso existe. Eu quem o diga. Sou vítima dessa maldição, mas sou esperto. Eu me afasto antes mesmo de montar um clima. Eu sempre arranjo uma forma de avaliar a boca de alguém. Quando não dá e o beijo acontece (o que foi UMA, vez há um ano) eu chego em casa desesperado, escovo os dentes (eu sempre levo de 7 a 10 minutos) e uso meu enxaguante-super-anti-bactérias-e-pragas-virais por MUITO mais que um minuto.

Ah, gente, qual é? Será que as pessoas conseguem conviver com o próprio cheiro de cocô? Eu não consigo ver isso em animais que se consideram RACIONAIS. São suínos, cheios de merda presa no aparelho digestivo e na mente. E o pior, muitas dessas pessoas são BONITAS! O que estraga todo um conjunto.

Sério, acordem. Vamos começar a dar um toque na galera: “Você está fedendo.”

beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra