Nós sempre estamos com expectativas, esperanças. Sempre. Quando um amigo se perde dentro de si mesmo, a gente se preocupa, tenta ajudar... espera que ela se recupere, se ache. Espera que ela veja o verdadeiro sentimento de amizade, quem realmente é seu amigo... mas nem sempre isso acontece.
Recentemente (tipo, ONTEM), eu me decepcionei totalmente com uma amiga. Mais uma. Essa minha amiga está passando por problemas internos, totalmente pessoais, mas ao invés de correr pra achar uma solução ou se apoiar em suas amizades, ela preferiu fazer merdas para justificar o momento de cu. Sabe, é aquele papo de “estou sofrendo, posso perder a linha com todo mundo.”
Quem se decepciona é porque espera alguma coisa. Eu me decepcionei porque, além de esperar sua recuperação, eu não achei que ela pudesse mentir. Eu não achei que ela pudesse TER essa intenção. Ela teve.
Sabe o problema? Ela nem mesmo sabe quem é. Comigo ela é de uma forma. Com outras pessoas, ela é de outras formas. Ela fez uma coisa muito errada, que já havia feito antes. E ainda se achou no direito de ficar puta comigo por eu decidir me afastar. Sim, eu fiz isso. Eu prefiro estar longe de mais um problema quando eu vejo que ela, ao invés de se levantar, se joga cada vez mais no chão. Pra quê? Eu fui assim. É uma desculpa, um grito de socorro pra se mostrar vítima. EU SEI. EU ERA ASSIM.
Mas, no fim, com a perda de confiança por repetir um erro imbecil, a solidão vai ser a cura. Os gritos não mais serão ouvidos, o apoio não mais será encontrado... o buraco dentro da alma não poderá ser fechado. E por mais que um dia voltemos a dialogar, a amizade não mais estará presente. Porque as pessoas, quando MUDAM quem são radicalmente ou se tornam totalmente neutras, acabam fazendo com que sua própria imagem engane.
E eu não tenho mais paciência pra cuidar de alguém que não quer receber cuidados. Meus pêsames.
beijos, abraços & flashes!
Enrique Coimbra



